Página Principal Presidente Presidente Honorário Partido Media Center Contactos Siga-nos!
 

Notícias PS/Açores

Novo pacote de medidas de apoio ao Turismo apresentado nos próximos dias, anuncia Vasco Cordeiro


Agenda para o Relançamento Social e Económico propõe 250 medidas para “tornar os Açores melhor preparados para o futuro”, afirma Vasco Cordeiro


Presidente do Governo recebeu Ministro do Mar


Centro Interpretativo da Agricultura dá a conhecer setor que afirma a Região no exterior, afirma Vasco Cordeiro


Artigos de Opinião

José Contente José Contente
"E se?"
2020-08-07
João Castro João Castro
"Lei do Mar"
2020-08-06
José Contente José Contente
"Proximidade"
2020-08-05
Sónia Nicolau Sónia Nicolau
"Férias... Pandemia"
2020-08-05
José San-Bento José San-Bento
"Vitória Histórica"
2020-08-03
Hernâni Bettencourt Hernâni Bettencourt
"Mar dos Açores"
2020-08-01
José Contente José Contente
"Mare Nostrum"
2020-07-29
ESTÁ AQUI:Media Center»Opinião
Carlos Enes

Opinião

"RTP/A depois da janela viria o postigo"

Carlos Enes
2011-10-11

 

As declarações do ministro Miguel Relvas em torno da RTP/Açores revelam uma profunda ignorância sobre a importância histórica e cultural daquele órgão de comunicação social para a Região. Ninguém nega a necessidade de se proceder a cortes e a reajustamentos nas chamadas “gorduras” do Estado, mas há um mínimo de bom senso que deve imperar.
O caso RTP/A é precisamente um daqueles em que o Estado não pode alienar as suas funções, as suas responsabilidades. É verdade que os açorianos têm acesso a outros canais, e ainda bem senhor ministro!, mas também é verdade que uma região como a nossa, dispersa por nove ilhas, necessita de um elemento aglutinador que contribua para a sua coesão, para o reforço da sua identidade.
Esse papel, embora possa ser desempenhado por outros organismos, encontrou na RTP/Açores o grande veículo de transmissão da nossa cultura por todas as ilhas, sem esquecer as comunidades emigrantes. Foi através da RTP/A que passámos a conhecer-nos melhor, que se reforçou a consciência açoriana e nos sentimos mais irmanados no nosso destino. Com ela quebrou-se o isolamento que muitas vezes nos colocava de costas viradas uns para os outros.
Foi através dos programas de índole cultural que enriquecemos o nosso conhecimento, valorizámos o nosso património material e imaterial para melhor o defendermos e preservarmos.
É evidente que tudo isto tem os seus custos, mas se se fizer, de forma honesta, o balanço entre o deve e o haver, chegar-se á facilmente à conclusão que o saldo é positivo. Os cifrões são importantes, e estamos numa época de contenção, mas não se trata uma comunidade com a arrogância e a frieza reveladas pelo senhor ministro. Sua Excelência deu-se ao luxo de pôr e dispor da RTP/A, dos seus trabalhadores e dos telespectadores como se fossem meninos mal comportados a merecerem castigo: vêem televisão das 19 às 23 horas, e vão com sorte. Já agora, o senhor ministro podia ter definido os programas que podemos ver nesse horário.
A notícia deixou os açorianos estupefactos. Os órgãos de comunicação social têm manifestado as mais diversas opiniões de indignação contra uma medida cega e lesiva da nossa realidade sócio-cultural. No mesmo sentido se têm pronunciado as forças políticas de vários quadrantes.
Na Assembleia da República, os deputados socialistas eleitos pelos Açores apresentaram, logo em Setembro, um requerimento propondo um conjunto de audições de modo a que fossem debatidas as condições de exercício do serviço público de rádio e de televisão em Portugal. Posteriormente, solicitaram a criação de um grupo de trabalho para avaliar “in loco” as consequências da redução do tempo de emissão da RTP/A. Ao referido grupo competiria ainda convocar os directores dos centros regionais das estações dos Açores e da Madeira.
O grupo parlamentar do PSD chumbou o requerimento do PS com o argumento de que “a RTP obriga-se pela assinatura do Presidente do Conselho de Administração e é este que responde pela empresa”. Dentro desta lógica, propôs a audição do referido presidente, afastando a audição dos directores de informação e programação, o que foi de imediato contestado pelos deputados socialistas, por considerarem os referidos directores como peças fundamentais neste processo.
De forma arrogante, o senhor ministro começou por impor-nos uma janela, para depois passar a postigo a que se seguiria coisa nenhuma. A luta pela manutenção de um canal de televisão a funcionar em pleno, com as vantagens que foram enunciadas, ainda não terminou. A indignação tem alastrado e contra a sobranceria do senhor ministro, Miguel Relvas, saberemos contrapor a nossa razão.

 

Mais Artigos

José Contente E se?



João Castro Lei do Mar



José Contente Proximidade



Sónia Nicolau Férias... Pandemia



José San-Bento Vitória Histórica



Hernâni Bettencourt Mar dos Açores



José Contente Mare Nostrum



Carlos Silva SATA: sinais encorajadores



> >>

Arquivo Histórico do PS/Açores
PSA TV - Canal YouTube Ps/Açores

 
HomeNotícias | Media Center | Agenda | OpiniãoPartido | Presidente | Grupo Parlamentar ALRAA | Deputados AR | Deputados PE | Documentos | Links | Contactos
 
Sede Regional - Bairro da Vitória - Rua Dr. Armando Narciso, nº 5 – S. José - 9500-185 Ponta Delgada
Partido Socialista Açores © Todos os Direitos Reservados