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André Bradford

Opinião

"Crescimento económico e emprego"

André Bradford
2017-06-02

 

I. Se o país está melhor – e está, de facto, bem melhor -, avaliado com base numa bateria de indicadores estatísticos inquestionáveis, os Açores estão ainda melhor.
Depois de anos densos, de uma austeridade de chumbo, aplicada por um Governo da República obstinado e inflexível, os mais recentes dados económicos demonstram, de forma clara, que, afinal, era possível crescer sem cortar, até porque cortar sem pensar acabava por gerar ainda mais despesa. Há muito pouco tempo, ficámos a saber, por exemplo, que a descida do IVA da restauração – medida de que Passos Coelho nem queria ouvir falar – acabou por poupar dinheiro ao Estado. Como? Porque, paralelamente à quebra da receita do IVA, foram criados 40.000 postos de trabalho no setor, a despesa com subsídios de desemprego diminui e as receitas de IRS e da Taxa Social Única aumentaram. Pura lógica económico-financeira, que um Governo obcecado com a responsabilidade e a culpa, mais preocupado em denegrir politicamente o passado do que em corrigir o rumo do futuro, nunca foi capaz de vislumbrar.
Hoje o país regista 9,8% de taxa de desemprego, valor que equivale aos mínimos dos últimos oito anos; a economia, segundo os dados mais recentes, cresceu 2,8% no primeiro trimestre do ano (não crescia assim desde o ano 2000); a confiança dos consumidores está no nível mais elevado dos últimos 20 anos – e, porque nem tudo são taxas e indicadores, o País respira e as pessoas voltam a acreditar que têm direito a viver sem culpa e a arriscarem melhorar o seu futuro.

II. E a Região? Está ainda melhor.
Comecemos pelo emprego. O desemprego foi reduzido para metade nos últimos três anos, sendo a atual taxa de desemprego de 9,3%, abaixo da média nacional e a mais baixa dos últimos 25 trimestres. Existem hoje na Região mais 12.200 açorianos empregados do que havia há três anos, e o maior número de empregados dos últimos oito anos.
Passemos ao crescimento económico. Segundo os valores estimados para o PIB em 2016, os Açores cresceram 2%, que comparam com a estimativa de 1,4% para o crescimento da economia nacional no mesmo ano. Também o indicador de atividade económica, que regista um crescimento homólogo de 1,5%, reflete a consolidação de uma evolução global favorável da economia regional.
O consumo privado, aferido pelos levantamentos em multibanco e pela venda de diversos tipos de bens e serviços, tem vindo igualmente a crescer mais do que no país.

III. Significa isto que vivemos no melhor dos mundos? Não, claro que não, até porque recuperámos de uma das maiores crises económico-financeiros da contemporaneidade, com consequências assinaláveis para o emprego, para a dinâmica económica e até mesmo no plano social. Mas significa, indubitavelmente, que as empresas e os trabalhadores açorianos, com base em medidas específicas e programas governamentais de apoio e estímulo, foram capazes de empreender um trajeto notável de recuperação e retoma. Significa também que a melhor forma de conquistar o futuro é através de uma governação próxima das reais necessidades das pessoas e das empresas, conhecedora dos desafios e dos anseios, e capaz de gerar respostas efetivas e esperança, ajudando a tornar ainda mais consequente a determinação das pessoas e das empresas.

IV. Foi essa a chave do sucesso e tem de ser essa a receita para a continuação deste percurso de consolidação da retoma económica que vivemos nos Açores. Foi por isso que o Grupo Parlamentar do Partido Socialista decidiu trazer o tema do crescimento económico e da criação de emprego a debate no próximo Plenário da Assembleia Legislativa, sob a forma de interpelação ao Governo. Para que se abra espaço a uma reflexão conjunta, de balanço dos tempos difíceis por que passámos e também de projeção dos desafios do futuro próximo.
Curiosamente, estas matérias, que ainda em outubro último dominavam o discurso de campanha da oposição, desapareceram da respetiva agenda política. Não quero acreditar que isso se deva à melhoria de todos os indicadores relevantes. Não quero crer que existisse um roteiro estratégico da desgraça, abandonado agora face à evidência dos números. Não posso aceitar que à oposição que se diz alternativa de poder apenas interesse o desemprego enquanto cresce, a atividade económica enquanto diminui ou os setores de atividade que atravessam períodos mais difíceis. Isso seria o mesmo que assumir que a oposição depende do mal dos Açores para se sentir forte.

 

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